Editorial 25.09.2011 - Total acesso.
Total acesso!
Na internet vincula-se uma ilustração com o título “Vasos quebrados” do Pr. Ronaldo Alves Franco, a história é assim: “Era uma vez um depósito de vasos quebrados. Ninguém se importava com eles. Eles mesmos não se importavam por estar quebrados, ao contrário, quanto mais quebrados ficavam, mais eram respeitados pelos outros.
Um dia, por engano, um vaso inteiro foi parar no meio dos vasos quebrados, mas, por ser diferente dos demais, de imediato ele foi rejeitado e hostilizado. Justo ele, que tinha uma necessidade miserável de ser aceito.
Tentou se aproximar dos vasos menos danificados, aqueles que tinham apenas a boca rachada, mas, não deu certo. Depois, procurou se aproximar dos vasos que tinham apenas um pequeno furo na barriga, mas, também foi repelido. Tentou uma terceira vez, com os vasos que estavam trincados na base, mas, não adiantou.
Resolveu, então, arranjar umas brigas, esperando conseguir um ferimento, um risco, uma trinca ou, quem sabe, com um pouco de sorte, até um quebrado bacana, mas, naquele lugar, ninguém tinha força bastante para quebrar os outros. Se algum vaso quisesse se quebrar, tinha que fazer isso sozinho. E foi isso mesmo que ele fez. E conseguiu o que queria, ser aceito no clube dos vasos quebrados.
Ficou feliz, realizado, mas, não por muito tempo, pois, logo começou a se incomodar com uma outra necessidade, a de ser respeitado pelos demais vasos quebrados. Para isso, teve que ir-se quebrando. E se quebrou em tantos pedaços que voltou ao pó. E deixou de ser vaso!”
Esta pequena ilustração representa uma realidade do nosso mundo. Todas as pessoas tem uma necessidade grande de ser aceitos, acolhidos, respeitados, mas por outro lado, temos de forma cada vez crescente, os fundamentalismos dos diversos grupos sociais e religiosos, que rejeitam a comunhão com as pessoas que são diferentes.
A igreja de Jesus foi inaugurada no dia de Pentecostes, para ser uma comunidade com uma nova proposta, com novas e maravilhosas atitudes. As comunidades cristãs são consolidadas para serem grupos de acolhida e recebimento a todas as pessoas, sem discriminação ou preconceito. É com esta visão evangélica que Paulo encerra suas exortações à igreja de Roma dizendo: “Portanto, aceitem uns aos outros para a glória de Deus, assim como Cristo aceitou vocês”. (Romanos 15.7)
Acolher e receber uns aos outros significa que as nossas muitas diferenças não são impedimentos para a comunhão. Elas são superadas e cada irmão tem acesso ao coração do outro para nutrirem amizade e profundo companheirismo.
Acolher e receber uns aos outros é um testemunho ao mundo que nos cerca que somos realmente discípulos de Cristo. Pois Ele nos recebeu incondicionalmente. “Quando ainda éramos pecadores, ele morreu por nós”.
Acolher e receber uns aos outros é uma atitude que abre as portas para a ação missionária no mundo. Pois se não conseguimos acolher os que estão ao nosso redor, como vamos acolher, aceitar, compartilhar e amar quem está distante, ferido, decepcionado com a hipocrisia das expressões religiosas? A verdadeira evangelização começa com a prática dos nossos relacionamentos interpessoais dentro da comunidade. Acolha, receba, abra seu coração, para que seus irmãos e irmãs em Cristo tenham total acesso a ele e ali faça morada.
Bênção e paz para você!
Revº. Cláudio Lísias