Memória - Transcrição primeiras atas da igreja

No trabalho de resgate da memória de nossa igreja trazemos a transcrição das primeiras 11 atas de Assembléia Geral (1906-1912).

 

ATA 1 – Folha 01:

 

Aos deseseis dias do mez de Fevereiro de mil novecentos e seis, na sala de cultos da Egreja Presbyteriana Independente de Belém, reuniu-se a Assembléa (...) da Egreja, para approvar seus Estatutos e constituir-se em pessoa jurídica, de accordo com as leis da Republica Brasileira. O Reverendo Bento Ferras foi acclamado presidente da reunião e, depois de uma breve oração, declarou aberta a Assembléa. Foram em seguida lidos os Estatutos e approvados sem discussão, e são dossado porque foram approvados, transcriptos em seguida à presente acta. Foram eleitos presente, o Reverendo Bento Ferras, Thesoureiro o irmão Jonathas Propheta de Jesus. A mesa Administractiva compões-se actualmente dos seguintes membros: Pastor Bento Ferras, Presbyteros Julio da Silva (...), Pedro Alexandrino de Moraes e diácono José Paulino Estomano de Moraes. São membro da egreja, além do Pastor, presbyteros, diáconos e thesoureio (...) nomeados, as seguintes pessoas: Oliva de Campos (...), Benvinda Amelia da Silva Rabello, Ermestina da Silva Rabello, Maria da Gloria Rabello Pinto, Sabino da Silva Rabello, Catharina Cardoso de Moraes, Amaro Pampolho de Moraes, Jayme Benjamim de Moraes, (...nome riscado..), Maria Ursula de Jesus, Samuel Soares de Azevedo, Joaquim Francisco de Oliveira, Jose Joaquim, Benedicto Olympio de Amorim, Manoel Francisco da Silva, Marciomilia Soares da Silva, Anna Paulina de Melo, José Candio de Luis Barros, Fortunato José da Silva, Anna dos Reis Moraes, Raymundo Florana Carneiro, Ricardina Maria do Espirito Santo, Leopodino Porcino do Espirito Santo, Manoel Francisco do Carmo e (...nome riscado...). Nada mais havendo a tractar-se encerrou-se a presente Assembléa, orando o Pastor Bento Ferraz, que lavrou a presente acta e convidou (...ilegível...)...

 

(Folha 2 segue o texto do primeiro estatuto da igreja)

 

Ata 2 – Folha 4:

 

2ª Reunião

 

Aos 17 dias de março de 1908 (ilegível) e trinta (ilegível), no templo à rua Antonio Barreto, 48, reuniu-se (ilegível) assembléa geral da egreja presbyteriana independente de Belém, sob a presidência do pastor rev. Vicente Themudo, que deu principio aos trabalhos com exercícios religiosos – Feita saudação verificou-se a presença de vinte e dois membros comungantes – O presidente leu os relatórios da mesa administrativa referentes ao movimento espiritual e financeiro da egreja no período decorrido desde a organização da egreja em 18 de junho de 1905 até 31 de dezembro de 1907. Foi eguamente apresentado o balancete do Thesoureiro – Foi nomeada a seguinte comissão de contas: Tiago Frias, José Martins e Jorge Cavallero – Foi feita nova convocação para o dia 19 com o fim de ser ouvido o parecer da comissão de contas, eleger-se o novo Thesoureiro e tratar-se da eleição de dois diáconos e um presbytero – Ás oito horas foi encerrada a reunião orando o presbytero Juli Rabello –

Vicente Themudo Lessa

Presidente –

Secretario – Julio da Silva Rabello.

 

Ata 3 – Folha 4:

 

3ª reunião

 

Aos 19 de março de 1908, ás sete e trinta da noite, no Templo, á rua Antonio Barreto, 48, reuniu-se a Assembléa Geral da egreja sob a presidência do pastor que iniciou os trabalhos com oração – Pelo secretario foi lida e approvada a acta anterior – Feita a chamada verificou-se a presença de vinte e nove membros comungantes. Foi apresentado o parecer da comissão de contas assim concebido: “A comissão nomeada para examinar as contas da Mesa Administrativa vem relatar que as achou em ordem, recomenda a sua approvação e propõe um voto de louvor ao Thesoureiro”. (assignado) Tiago Frias, Jorge Cavallero, José Martins Approvado – Depois das devidas instruções e declarando a Assembléa achar-se prompta para votar, passou-se á eleição de um presbytero e dois diaconos por escrutínio secreto. Para presbytero foram recebidos vinte e nove cédulas, cujo resultado foi o seguinte: Jorge Cavallero da Silva, dezoito votos, José Moraes, quatro; José Martins e Tiago Frias, três, Jonathas de Jesus, Pedro Moraes e Amaro Moraes, hum. Foi declarado eleito presbytero por maioria absoluta o irmão Jorge Cavallero – Para diáconos foram recolhidas (...) vinte e nove cédulas, assim distribuidas: José Martins de Almeida Leitão, dezeseis; Manuel Francisco do Carmo, quatorze; Jonathas de Jesus, onze; Amaro Moraes, cinco; Tiago Frias e Raymundo Carneiro, quatro; José Joaquim da Silva, José Moraes e Manuel Francisco da Silva um. Foi declarado eleito por maioria absoluta o irmão José Martins de Almeida Leitão. Passou-se a segundo escrutínio entre os dois immediatos em votos Manoel F. do Carmos e Jonathas de Jesus. Recolhidos vinte e nove deculas, viu-se o seguinte resultado: Manoel F. do Carmo, 16 votos; Jonathas de Jesus, doze; Amaro Moraes um – Foi proclamado eleito o primeiro -               Foi eleito Thesoureiro para servir durante o novo anno financeiro o novo diácono Manoel Francisco do Carmo -     Pelo presbytero Julio foi proposto um voto de louvor e agradecimento ao irmão Jonathas pelos serviços prestados á egreja até aqui. Não mais havendo tratar, foi encerrada a reunião ás oito e cinqüenta e cinco orando o irmão Jonathas de Jesus –

Vicente Themudo –

Presidente – servindo de secretario

 

Ata 4 – Folha 4 (verso)

 

4ª reunião

 

Aos trez de novembro de mil e novecentos e oito, as sete e vinte minutos da noite no Templo a Rua Antonio Barreto nº 48, reuniu-se a assemblea geral da Egreja sob a prezidência do Pastor Revº Vicente Themudo Lessa que enniciou os trabalhos com a leitura d’um PSalmo e oração. Feita a chamada virificou-se a presencia de 38 Commungante. Pelo Secretario foi lida a acta anterior, a qual foi approvada. Foi observado pelo Pastor que assembléa reuniu-se antes do tempo para aproveitar a sua presencia. Foi lido o Relatorio da mesa administrativa comcernente ao movimento fenanceiro e espiritual da Egreja durante o Periudo de 1 de Janeiro a 31 de Outubro de 1908. Foi nomiada uma commissão para examinar as contas compostas dos Irmãos: Honorato Mendes, Paulo de Araujo Rocha e Jonathas Profeta de Jesus, a qual apresentou o siguinte parecer: nos abaixo assignados – declaramos estar em ordem as contas da mesa administrativa, e como verdade assignamos (Assignados)Honorato Mendes, Paulo de Araujo Rocha e Jonathas Profeta de Jesus. Foi approvado. Foi elleito Thesoureiro o irmãos Diacono José Paulino Estumano de Moraes. Foi proposto pello Irmão Julio Rabello um vocto de Agradecimento ao Ex. Thesoureiro Manoel do Carmo pelo seviço prestado desinteressadamente. As oito e quarenta forão encerrado os Trabalhos com oração pelo Presbytero Pedro Alexandrino de Moraes.

Vicente Themudo – Presidente

José Martins A. Leitão – Secretario

 

 

Ata 5 – Folha 5

 

5ª reunião (extraordinária)

 

Aos 29 de julho de 1909, ás oito horas da noite no templo, á Rua Antonio Barreto, 48, reuniu-se em Assemblea a egreja presbyteriana independente de Belém, presidida pelo pastor Rev. Alfredo Ferreira, que iniciou os trabalhos com oração. Foi despensada a leitura da acta anterior. Feita a chamada verificou-se a presença de vinte e cinco membro commungantes. Procedeu-se a eleição, por escrutínio secreto, de um presbetero e um diácono. Foram eleitos por maioria de votos. José Estumano de Moraes, presbítero e Jonathas Profheta de Jesus, diácono. Este recusou. Foi proposto que houvesse nova eleição para diácono, sendo novamente eleito, por maioria de votos, o irmão acima mencionado. Não havendo mais recusa, foi deliberado que os irmãos eleitos fossem ordenados e investido nos referidos cargos no culto à noite, no 1º domingo de Agosto. Por não haver mais discussão, foi este considerado eleito Thesoureiro. Também foi deliberado que o ex diácono – Thesoureiro, José Moraes, entregasse, em presença da sessão, a Thesouraria da egreja ao novo diácono – Thesoureiro Jonathas Propheta de Jesus. Não havendo mais nada a tractar, foi encerrada a reunião com oração pelo presbetero José Moraes.

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Alfredo Ferreira –

Presidente – servindo de secretario.

 

 

Ata 6 – Folha 5 (frente e verso)

 

6ª reunião

 

Aos 23 de novembro de 1909, ás sete e quarenta e cinco da noite, no Templo, reuniu-se a egreja em A. Geral sob a presidência do rev. V. Themudo, que deu principio aos trabalhos com o hyno “Hum Pendão Real” e a leitura do os. 46 – Feita a chamada verificou-se a presença de 32 membros commungantes. Faltando um pequeno numero para o quorum, resolveu-se funcionar assim mesmo. Depois de feita oração pelo presidente foi lida e approvada a acta da reunião passada.    Passou o mesmo a ler o relatório do movimento espiritual e financeiro da egreja no período de 1 de novembro de 1908 a 23 de novembro de 1909. Foi nomeada uma comissão compostados irmãos Moyseis da Cunha, Jayme Moraes, Felinto de Oliveira e Balliseo José de Lyra para examinar o balancete e as contas do Thesoureiro. Suspensa a reunião por alguns minutos, foi logo reaberta, apresentando a comissão o seguinte parecer: “A comissão nomeada para examinar as contas do Thesoureiro verificou estarem em ordem, pelo que pede a sua approvação”. Belem, 23-11-909 – (Assignados) Moyseis da Cunha, Felinto de Oliv_, Balliseo J. de Lyra, Jayme B. de Moraes. Approvado -    Passou-se a proceder a eleição de um diácono, conforme resolução da sessão. Depois das instruções do estylo e de responder a egreja que se achava prompta para votar, passou-se a eleição por escrutínio secreto, sendo, recolhidas 32 cedulas, dando o seguinte resultado: Felinto Joaquim de Oliveira, 25 votos, Leopoldino do E. Sancto,3; Amaro Moraes 1; Moysés da Cunha, 1; Jorge Cavallero,1; Jayme Moraes, 1 – Foi proclamado eleito por maioria absoluta o irmão Felinto de Oliveira.    Foi eleito Thesoureiro para o novo exercício financeiro o diácono Jonathas P. de Jesus. O presbytero Julio Rabello propoz um vocto de louvor ao ex-Thesoureiro José P. E. de Moraes pelos seus serviços – Approvado – Ás nove e cinco da noite foi encerrada a reunião, orando o presbytero Jorge Cavallero.

Vicente Themudo –

Presidente, servindo de secretario.

 

Ata 7 – Folha 6

 

7ª reunião

 

Aos 30 de novembro de 1910, ás seis e quarenta e cinco da tarde, no templo reuniu-se a Assembléa Geral presidindo-a o pastor rev. Alfredo Ferreira. Feita a chamada virificou-se a presença de 29 membros commungantes. Resoveu-se a funcionar com este numero, visto não se poder adiar. Após a oração feita pelo presbytero José Moraes foi lida e aprovada a acta anterior. Pelo presidente foi lido o relatório do movimento espiritual e financeiro de 23 de novembro de 1909 a 30 de novembro de 1910. Foi nomeada uma commisão composta dos irmãos José Lopes de Castro, Amaro Pampolho Moraes, Jayme Banjamim Moraes e João Compasso da Rocha para examinar o balancete e as contas do Thesoureiro. Alguns minutos depois a commissão apresentou o seguinte parecer – Nós abaixo assignados, nomeados em commisão para examinarmos o livro caixa, da receita e despesa da nossa egreja Presbyteriana Independente, a cargo do thesoureio, nosso irmão Jonathas Propheta de Jesus, em Assembléa de 30 de novembro de 1910, declaramos para os fins de direito que julgamos boas as (...) contas, ora appresentadas, cuja exatidão virificamos.   Belém do Pará, 30 de novembro de 1910    José Lopes de Castro, Amaro Pampolho de Moraes, Jayme Benjamim de Moraes e João Compasso da Rocha. Procedeu-se a eleição do novo thesoureiro. Foi reeleito thesoureiro, por aclamação, o irmão Jonathas Propheta de Jesus. Também foi eleito, do mesmo modo, para o cargo de escripturário e secretario da egreja o irmão José Lopes de Castro.   Foi encerrada a reunião, ás 9 da noite, orando o presidente.

 

Alfredo Ferreira –

Presidente e secretario interino.

 

Ata 8 – Folha 6 e 7

 

8ª Reunião Extraordinária

 

Aos 8 dias de Março de 1911, pelas 7 ½ horas da noite, na salla de Cultos à rua Antonio Barreto, 48, reuniu-se extraordinariamente a Assembléa Geral da Igreja sob a presidência do irmão pastor, Snr. Alfredo Ferreira e secretariada pelo nosso irmão, Snr. José Lopes de Castro, ultimamente eleito para este cargo. Presentes 28 membros como da chamada respectiva, o Snr. Presidente impetra as Graças e Benans do nosso Deus para os nossos trabalhos e declara, após, aberta a sesão, mandando ler, ao irmão secretario a acta precedente que é approvada por unanimidade e sem discussão. Após ser entoado o hynno 213, o Snr. Presidente, em virtude do que preceitua o paragrapho 1º do artº. 11º da nossa lei orgânica, consulta a Assembléa se, sim ou não, esta pode funccionar, visto só se acharem presente 28 membros commungantes. Posto isto em discussão, a Assembléa dada a urgência do assunto de que íamos tratar, manifesta-se unanimemente pelo funccionamento dos trabalhos. O irmãos presidente usa da palavra e declara, em uma linguagem clara e precisa, que o fim da reunião tem por objectivo resolvermos se a Igreja deve continuar na casa actual, de propriedade do nosso irmão thesoureiro, Snr. Jonathas Propheta de Jesus, concertando-a, visto Ella se achar muito dannificada, ou se devemos mudal-a para um outro bairro e local mais populoso, mais apropriado e com bonds á porta, onde possamos fazer maior colheita d’almas para Christo, catechisando os heráticos, evangelizando os profanos a chamando a attenção dos indifferentes e cretinos em amar a Deus em Espírito e Verdade; terminando, pedindo á Assembléa que se manifeste a respecto. Pedindo a palavra, o nosso irmão, Snr. Felinto Joaquim d’Oliveira, declara que, como crente sincero e convicto está decididamente disposto a fazer tudo o que puder em prol do nosso templo e da causa de Jesus Christo; e que, é de opinião – continua dizendo em termos bastante enérgicos e convictos – não devemos descurar a questão do nosso templo, porque, temos o compromisso perante a sociedade e perante Deus de pregarmos o Evangelho, doutrinando, evangelizando e sustentarmos a causa da Igreja Presbiteriana Independente em toda a nossa vasta e querida Pátria: - o Brazil. Em seguida, pedindo a palavra o nosso irmão Snr. Jonathas Propheta de Jesus declara, que está promto a fazer a reparação materialo que esta salla carece, desde que os cofres da Igreja custeem essa despeza; pois, que elle é chefe de nomerosa família e as suas condicções econômicas não lhe permittem, agora de prompto, fazer esse concerto a sua custa; diz mais, que poderíamos, perfeitamente, arranjarmos uma outra casa em melhores condições; porém, lembra, queé bom não esquecermos que o senhorio, ao fim do mez quer o aluguel e de contrario põe-nos no meio da rua, despretegiando, desta maneira a causa evangélica de nosso Senhor Jesus Christo. Pedindo a palavra, em seguida, o nosso irmão, Snr. Julio da Silva Rabello declara que, com relação às dificuldades apresentadas pelo nosso irmão Jonathas sobre o aluguel da casa, é de opinião que tudo se solverá desde que cada um dos membros da Igreja se comprometta com uma certa quota mensal; e, fazendo outros sonsiderandos, como seja a hipothese de ficarem desempregados, cita o exemplo flagrante, de que, se achando há tempos doente e com falta de trabalho, individou-se bastante com o seu visinho merceieiro; mas, arcando, como cidadão de caracter e crente sincero, com a responsabilidade d’aquelle compromisso, hoje, diz, não dever já coisa alguma, graças a Deus, d’aquelle compromisso. Assim, também, os nossos irmãos que, em circunstancias edenticas, ao fim do mez não possam solver as suas quotas, assumam a responsabilidade dos seus débitos dada a sua circumspecção e caracter de crente. Este parecer teve muitos apoiados. Usando da palavra o nosso irmão, Snr Jorge Cavallero da Silva declara, por sua vez, que, elle e sua família não vem a este templo de vontade; tão somente porque este salão é antiygienico não tendo janellas nem ar sufficiente, dando margem, ao sahirmos daqui, a pegarmos grandes constirações que, quando não nos arrastam á bronchite cá tuberculose, redundam em grande depauperamento do nosso physico; e, alem destes incovenientes preponderantes fica, ainda, longe dos bonds e numa rua sem luz, sem nivelamento, cheia de tijuco na epocha hibernal e onde uma pesôa, profana e estranha á nossa, em vindo uma vez não volta mais, - terminou dizendo aquelle nosso irmão. Pede a palavra, após, o nosso irmão, Snr. José Lopes de Castro que, declara fazer suas as palavras do nosso irmão Cavalléro e ser soldario em todos os seus considerandos apresentado, por traduzirem, elle, uma verdade flagrante. Por sua vez, pede a palavra o nosso irmão, Snr. Amaro Pampolho de Moraes e decalra que, como profissional, como cidadão e crente, está sempre prompto a trabalhar por Christo e pelo progresso moral e matéria da nossa Igreja; mas, que, deveríamos esudar, previamente, seos cofres da Igreja poderiam ou não custearem, mensalmente, o aluguel da casa que pretendíamos alugar; pois, que seria muito vergonhoso para os crentes da Igreja Presbiteriana Independente do Pará, acontecer-lhe o mesmo porque passou, há annos já, a Igreja Christa, desta capital: não podendo sover o aluguel da casa que alugou, foi posta no meio da rua pelo senhorio. Os nossos irmãos Jonathas e Compasso, apóiam muito este considerando do nosso irmão Amaro Moraes. Fala em seguida o nosso irmão, Snr João da Rocha Compasso que, declarando-se solidário com o parecer dos nossos irmãos Jonathas e Amaro Moraes, faz suas as palavras destes mas que, torna bem patente, estar prompto a entrar com a sua quota mensal, se bem que não muito grande. Pedindo a palavra, o nosso irmão, Snr José Moraes, digo, José Paulino Estemano de Moraes declara que se a mudança da Igreja tem em vista a propaganda do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Christo, deve-se effectivamente mudar logo, agora, se ao contrario, obedece aos interesses de quem quer que seja, é de opinião que deve funcionar onde está. Fala em seguida o nosso irmão, Snr. Leopoldino Pereira do Espirito Santo, que declara fazer seus o parecer do nosso irmão precedente, com quem se declara solidário. Pedindo a palavra, por sua vez, o nosso irmão Snr. José Lopes Guimarães declara que, não obstante sermos crentes sinceros, somos operários e não podemos assumir grandes compromissos perante a crise que estamos atravessando; porem, elle, comocrente convicto, fará tudo o que puder. Depois de todas estas manifestações d’Assembléa, o Snr. presidente declara que as dificuldades apresentadas por alguns dos nossos irmãos sobre os alugueis, vencer-sehão, facilmente, porque pagará a metade do dito aluguel, visto pretender morar, com sua esposa, na casa que se venha alugar; e que, passando há poucos dias na avenida de s. João viu uma casa desalugada, onde esteve a pharmacia “Pasteur”, que lhe parece servir para o fim almejado; indicando-a por esse motivo, á Assemblea. Pedindo a palavra segunda vez, o nosso irmão Snr. José Lopes de Castro propõe que, á maneira do que se faz em todas as Assembléas, o Snr presidente ponha em votação se sim ou não devemos mudar o templo, levantando-se os que votam pela mudança e fica e fido assentados os que desejam que elle continue aqui; porque, só assim poderemos aprovar mathematicamente de que lado está a maioria. E, feito esta proposta, ponderam, os nossos irmãos Jonathas e Julio Rabello, não a acharem muito licita, porque todos se levantariam de turbilhão e não se sabendo, desta maneira, quem approvara ou reprovava. A esta ponderação supérflua e innocua, responde o nosso irmão, Snr José Lopes de Castro, dizendo que, sendo a sua proposta mal interpretada por alguns de nossos irmãos, quer tornar bem patente, que está bem convicto de que a sua proposta não é incoherente nem traz anomalias; pois, - continua ainda – tenho assistido a muitas assembléas geraes e secretariado algumas, onde se trata de assumptos de magna importância, e é , quando se queira verificar a vontade da maioria, assim que se precede em toda a parte, visto nem todos terem a facilidade de palavra e só desta maneira se poderem manifestar pro ou contra. Dadas estas explicações com que se dá pro satisfeita a Assembléa, o irmão presidente põe em votação a proposta do nosso irmão Lopes de Castro, dizendo que, os irmãos que votam pela mudança, façam o favor de se levantar e os de voto contrario fiquem assentados. Posta em votação, é approvado pela Assembléa contra três(3) votos. Após, pede a palavra o nosso irmão Jonathas que, propõe, seja nomeada uma comissão para vistoriar a casa indicada pelo Snr presidente, apresentando, na próxima sessão, o seu parecer. Approvada esta proposta, é nomeada a seguinte commissão para o fim exposto: Jorge Cavalléro da Silva, Amaro Pampolho de Moraes, Leopoldino Pereira do Espirito Santo, Jonathas Propheta de Jesus, Julio da Silva Rabello, José Paulino Estomano de Moraes, Felinto Joaquim d’Oliveira, João da Rocha Compasso, Fortunato Antonio da Silva e José Lopes de Castro, como relator. E, não havendo mais de que tratar, o Snr. presidente declara encerrada a sessão, ás 10 horas da noite, orando o nosso irmão secretario.

José Lopes de Castro, secretario.

 

Ata 9 – folha 7(verso) a 8 (verso)

 

9ª Reunião Extraordinaria

 

Aos vinte e nove dias de março de mil e nove centos e onze(1911) pelas oito e meia horas da noite, (8½)na Sala de Cultos á rua Antonio Barreto, 48 reuniu-se extraordinariamente a Assembléa Geral, da Igreja Presbiteriana Independente, sob a presidência do nosso irmão pastor, Snr. Alfredo Ferreira e secretariada pelo nosso irmão, Snr. José Lopes de Castro. Achando-se presentes só 20 membros commungantes, como da chamada respectivo, o irmão. Presidente, em virtude do que estabelece o paragrapho 1º do artº 11 da nossa lei orgânica, consulta a Assembléa se, sim ou não, esta pode funccionar. Posto em votação, a maioria approva. O irmão Presidente invoca as Graças e Bençams do Nosso Deus para os nossos trabalhos e declara após aberta a sessão, mandando ler, aos irmão Secretario, a acta precedente que é approvada por unanimidade e sem discussão. Expediente: É lido o processo da Comissão que foi nomeada para vistoria a casa á avenida S. João, indicado pleo nosso irmão pastor, que é do theor seguinte: “Prezados irmãos: A Grande Comissão, nomeada na ultima Assembléa Geral, afim de examinar e fazer vistoria na casa avenida S. João, onde esteve outrora a pharmacia “Pasteur”, que se pretendia alugar para o funccionamento dos Cultos da nossa Igreja, em cumprimento da sua missão, apresenta-vos, o seguinte parecer: Primeiro: A casa em questão, carece de grandes reparos materiaes que attingirão as somas bastantes quantiosas, e cujos reparos, não sendo de pouca monta, teriam de correr pior conta da nossa Igreja, assumindo esta, simultaneamente, a responsabilidade de firmar um contracto que no tetelaria por muitos annos. Segundo: A casa é pequena e ainda mesmo retirando a parede que dá accesso da sala para a alcoba, ficaria menor do que este são; pois, a sua largura apenas, nos permittira collocar uma fileira de bancos, quando aqui cabem duas. Terceiro: A maioria das suas paredes são construídas de tabique e nenhum estabilidade offerecem para retirarmos algumas d’ellas, tendo em vista fazermos, do corredor, da sala e da alcoba, um só salão. Quarta: Só nos serviria se fosse construída quase novamente o que não nos convem. Quinta: Pelos motivos expostos, esta Commissão é de parecer que a casa não nos serve. Sexta: Esta Comissão  propõe para que seja nomeada uma commissão permanente, afim de procurar e descobrir uma casa em bairro bastante populoso, onde passe bond á porta e tenha a amplitude precisa para o funccionamento dos nossos cultos. Belém do Pará, 15 de Março de 1911. José Lopes de Castro, relator”.(Seguem outras assingnaturas). Ordem do dia: O irmão Presidente sobmette, á apreciação d’Assembléa, o parecer da commissão supra, pedindo, que se manifeste pro ou contra. Pedindo a palavra, o nosso irmão Snr. José Lopes Guimarães diz que passando o bonde bem junto á porta da casa que se pretende alugar, como diz o parecer da commissão, nos seria muito incoveniente com o barulho que geralmente fazem todos os bonds porque nos interrompirá os nossos cultos. O irmão Presidente declara, então, que o irmão Guimarães está interpretando mal o parecer; pois, que a commissão ao dizer numa casa com Bond á porta não quer dizer que esse vehiculo passe em parallelo com o patamar da porta, e sim na rua em que se alugar a dita casa. Usando da palavra, o nosso irmão Snr Bellarmino José Correia declara, que é de opinião que se nomei a commissão permanente para o fim indicado no parecer respectivo. O nosso irmão, Snr. Amaro Pampolho de Moraes, pede a palavra, e pergunta qual a commisão a nomear-se. Em resposta, o irmão Presidente, diz propor a mesma commissão que foi nomeada para dar o seu parecer da vistoria na casa d’avenida de S. João. Consultada a Assembleia, foi esta proposta approvada. Após, o irmão Presidente declara que, dasdos os motivos preponderantes de não mudarmos já e esta sala estar bastante danificada, propõe o seguinte: “que seja nomeada uma comissão de irmãos profissionaes para na próxima reunião d’Assembléa, apresentarem o orçamento dos concertos a fazer nesta sala”. Pedindo a palavra o nosso irmão Snr. Julio da Silva Rabello declara nada entender; convidando-o, por esse motivo, o irmão pastor a approximar-se mais da mesa da presidência, visto achar-se no fundo da Igreja. Uma vez mais perto, declara aquelle nosso irmão, que poderíamos, perfeitamente, vender o zinco que actualmente cobre esta sala facilitando-nos, desta maneira, arranjarmos verba para fazermos o concerto e adquirirmos novo zinco. Pedindo a palavra, o nosso irmão Snr Jonathas Propheta de Jesus, declara ser solidário com o que disse o nosso irmão Julio Rabello. O irmão Presidente pede mais uma vez aos irmãos profissionaes, que se manifestem á cerca da sua proposta. O nosso irmão Snr Julio da Silva Rabello pede a palavra, declarando que orçamento do concerto a fazer não excederá a R$250$000; pois diz já ter feito os seus cálculos e crê não estar errado. Pedindo a palavra, o nosso irmão, Snr. Amaro Pampolho de Moraes declara que como profissional coherente e criterioso, não concorda com o que disse o irmão Julio Rabello; pois, elle só apresentará o seu orçamento depois de tomar as suas notas para fazer o seu calculo mathematico e preciso, como dos seus conhecimentos profissionaes. (Teve muitos apoiados) Nesta ocasião o nosso irmão, Snr. José Paulino Estemano de Moraes, pede ao Snr Presidente para ultimar os trabalhos, em virtude de se achar bastante doente. O irmão Presidente promette ser breve e põe em votação a sua proposta, que é approvada por unanimidade, nomeando-se, para o fim exposto, a seguinte commissão: Jonathas Propheta de Jesus, Amaro Pampolho de Moraes, Fortunato Antonio da Silva e Julio da Silva Rabello. E mais nada ocorrendo, o irmão Presidente declara encerrada a sessãoás 9 ¼ horas da noite, mandando que , eu Secretario, José Lopes de Castro,della lavrasse a presente acta, orando o nosso irmão Amaro Moraes.

José Lopes de Castro, secretario.

 

 

Ata 10 – folha 8 (verso) a 9

 

10ª Reunião extraordinaria

 

Aos dose dias de Abril de mil nove centos e onze (1911) pelas 8 horas da noite, na Sala de Cultos à rua Antonio Barreto, 48, reuniu-se extraordinariamente a Assembléa Geral, da Igreja Presbiteriana Independente, sob a presidência do nosso irmão pastor, Snr. Alfredo Ferreira, e secretariada pelo nosso irmão, Snr. José Lopes de Castro. Achando-se presente só 23 membros commungantes, como da chamada respectiva, o irmão Presidente, em virtude do que estabelece o paragrapho 1º do artº. 11 da nossa lei constituída, conulta a Assembléa se, sim ou não, esta pode funccionar. Posto em votação, a maioria approva. O irmão presidente invoca as Graças e Bençans do nosso Deus para os nossos trabalhos e declara, apóis, aberta a sessão, mandando ler, ao irmão Secretario, a acta precedente, que foi approvada com a seguinte emmenda: “que o irmão pastor quando disse na ssessão precedente que fosse nomeado uma commissão de irmãos profissionaes para na próxima reunião d’Assembléa, apresentarem o orçamento dos concertos a fazer nesta data, e fez por mera indicação imparcial e nunca por suggestão”. Pedindo a palavra, o irmão Amaro Moraes declara que, como profissional apresenta o orçamento de R$ 200$000 para os concertos a fazer. Em seguida falam, ainda, a respeito os irmãos José Moraes, Jonathas Propheta de Jesus, Fortunato e outros que apresentam diversos considerandos uns pró outros contra. Para se chegar a uma conclusão e conhecer-se a vontade da maioria dos irmãos, o Snr. Presidente consulta a Assembléa se, em votação foi approvado o concerto da dita sala contra três (3) votos. E mais nada havendo a tratar, o irmão Presidente declara encerrada a sessão ás 10 horas da noite, orando simultaneamente, mandando que, eu, Secretario, José Lopes de castro, della lavrar-se e assignasse a presente acta.

      José Lopes de Castro, secretario

 

 

Ata 11 – Folha 9

 

11ª reunião

 

Aos 31 de janeiro de 1912, ás 8 da noite, no templo, reuniu-se a A. Geral orando o pastor. Verificou-se a presença de 19 commungantes. Foi lida e aprovada a acta anterior. Pelo Presidente foi lido e approvado o relatório do movimento espiritual e financeiro concernente ao anno de 1911. Foi nomeada a commissão de contas composta dos irmãos Moyséis da Cunha, Balbino de Lyra e Amaro P. de Moraes, que apresentou relatório, pedindo a approvação das contas. Approvado. Foi lançado na acta um voto de louvor ao thesoureiro. Foi eleito thesoureiro para o novo anno o presb. Jose´Moraes. Ás 9 horas foram ecerados os trabalhos com oração.

      (Assignado) –

A. Ferreira –

Presidente e secretario interino.

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